ABENDI E FBTS SÃO CITADAS EM COLUNA DO JORNAL O GLOBO

A Abendi e a FBTS (Fundação Brasileira de Tecnologia de Soldagens) tiveram seus nomes divulgados hoje, na coluna de economia do jornal O Globo.

Confira abaixo, na íntegra, o texto do jornalista George Vidor:

O BRASIL QUE FUNCIONA
George Vidor (Jornal O Globo, 24MARÇO, página 18).
Plataformas, navios, refinarias, dutos que transportam petróleo, gás e combustíveis em geral estão calcados sobre estruturas soldadas. Imperfeições milimétricas e soldas mal feitas podem pôr em risco essas instalações e equipamentos. E, nas condições atuais da indústria do petróleo, podem onerar muito o investimento. Nos campos do pré-sal, a duzentos, trezentos quilômetros da costa, os dutos precisam ser soldados sobre barcaças, cujo aluguel é cobrado por dia ou mesmo hora. Para se chegar lá, são nove horas de navegação marítima ou então por super-helicópteros. Os vãos (geralmente com 12 metros de comprimento) dos dutos, com diâmetro, espessura e materiais adequados para ligar as plataformas à terra firme, levam hoje oito horas para serem soldados. Mas já existem técnicas (originárias da Itália) capazes de reduzir este tempo para apenas duas horas. É em desafios como esse que estão envolvidos instituições que zelam pela qualidade das soldagens do Brasil. Quem passa pela Praça da Bandeira, exatamente em frente ao local que esconde o novo “piscinão” subterrâneo, construído pela prefeitura para ecoar águas de chuvas que frequentemente inundam a região, a FBTS (Fundação Brasileira de Tecnologia de Soldagens) ocupa um pequeno prédio, e a partir dali é que se dissemina pelo país o controle de qualidade das soldas. Profissionais encarregados de verificar e interpretar as análises do material soldado só estão aptos para esse trabalho depois de submetidos a provas práticas e escritas da FBTS, que atua em parceria com a Abendi, associação coirmã, sediada em São Paulo, que reúne os inspetores de soldas. Essas entidades, privadas, sem fins lucrativos, surgiram inspiradas nos institutos de tecnologia industrial que a Inglaterra criou a partir de Í915 e que ganharam impulso em outros países da Europa. Fazem o meio de campo entre universidade, empresas e centros de formação profissional. Silenciosamente, prestam um serviço que ajuda o país a incorporar inovações e avanços tecnológicos. E valoriza principalmente os profissionais do ramo. No Brasil, há hoje milhares de soldadores e inspetores de soldas, com demanda crescente para esse tipo de mão de obra. Mas somente 154 desses profissionais, com nível superior, estão no topo da escala, e chegam a ganhar R$ 30 mil mensais.